Frutos breves de um complexo organismo subterrâneo, os cogumelos encantam-nos como duendes selvagens: alguns deliciam o paladar; outros, face aos químicos que transportam, mesmo cozinhados, são capazes de despachar do patamar da vida qualquer mortal.
Na altura certa, depois da chuva molhar a terra, os cogumelos revelam-se. Sem aviso, erguem-se. Afastam detritos, levantam folhas caídas e, com formas patuscas, desafiam a criatividade de qualquer um.
Trazem mensagens de um nível escondido da vida, que fervilha sob os nossos pés, por vezes menosprezado. Pendem sobre o seu futuro perigos vários, como a impermeabilização excessiva do solo, feita sem intenção pelos impérios de cimento. Também desaparecem com a esterilização causada por incêndios que atingem temperaturas elevadas até vários metros de profundidade.

Identificar cogumelos não é tão fácil como pode parecer: numa só família há espécies comestíveis e há outras que são tóxicas. Além disso, podem evidenciar cores e texturas diferentes e gerar confusão.

Num cogumelo típico estão à vista o chapéu e o pé.
A parte inferior do chapéu - ou himénio - pode evidenciar lâminas, pregas, poros ou agulhas.
Também o pé pode ter anel ou não.
De qualquer maneira, este encaixa na volva, nalgumas espécies, algo parecido com uma gola em que assenta o pé do cogumelo.
Pela terra estende-se o micélio.

 

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