Portugal conta com uma espécie de pirilampo especial.
Pensava-se até há pouco tempo ser a mesma espécie que existe noutros locais da Europa, como, entre outros, em França e Itália. Em 14 de abril foi publicado um artigo científico* que atribui ao pirilampo-lusitânico, Luciola lusitanica, uma exclusividade endémica de Portugal, uma vez que não tem sido confirmada em Espanha.
Na fasquia dos pirilampos vem juntar-se a outro endemismo, mas ibérico, também existente no parque: o pirilampo-grande-de-lunetas, Lamprohiza paulinoi.
Através desta pesquisa clarificou-se a identidade científica do pirilampo Luciola lusitanica perante as atualizações académicas mais recentes. A novidade chegou através do biólogo belga Raphael De Cock, um dos autores do artigo intitulado "Systematics, phylogeography and integrative taxonomy of European Luciola fireflies (Lampyridae: Luciolinae)" no periódico científico "Systematics and Biodiversity". Este trabalho realiza uma revisão taxonómica e sublinha a relevância da preservação da biodiversidade local e o estatuto singular deste pirilampo no ecossistema regional.
Os machos adultos de pirilampo-lusitânico popularizaram há já algumas décadas as Noites dos Pirilampos no Parque Biológico de Gaia.
* "Systematics, phylogeography and integrative taxonomy of European Luciola fireflies (Lampyridae: Luciolinae)" no periódico científico "Systematics and Biodiversity", da autoria de Viviane C. S. Nunes, Octávio S. Paulo, Martin Novák, Daniela Maeda Takiya, Yelena Pacheco , Julie Cadigan , Raphael De Cock, Paula Malaquias Souto, Gorán Vignjevic , Ana Catalán , Marcel Koken, Kathrin Stanger-Hall, Lesley Ballantyne & Luiz Felipe Lima Da Silveira.

