Em diversas noites verificou-se que os machos adultos de pirilampo voam e brilham mesmo que chova.
Na sua procura premente por fêmeas a fim de poderem acasalar, não podem perder muito tempo. Integrada esta espécie na ordem dos coleópteros, a sua fase adulta deverá ser breve.
Embora não haja informações específicas sobre o comportamento dos pirilampos em geral durante a chuva, é provável que a atividade de voo diminua em condições adversas, como nas noites de ventania e chuva intensa. Baixas inesperadas de temperatura também podem limitar a capacidade de voo.
Os pirilampos, incluindo a espécie Luciola lusitanica a que nos referimos, preferem habitats húmidos, onde não haja luz artificial. Observam-se na proximidade das margens de ribeiros, lagoas e pauis. Além disso, preferem locais próximos de árvores e arbustos, como campos, prados e bosques ribeirinhos.
Os pirilampos evitam áreas com luz artificial, que abunda nas cidades. A poluição luminosa interfere com a sua capacidade de comunicação luminosa e elimina o encontro reprodutivo.
As larvas e as fêmeas adultas tendem a permanecer perto do solo e não percorrem grandes distâncias.

