Escavações Arqueológicas

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Os trabalhos arqueológicos envolveram uma equipa profissional e foram promovidos pelo Gabinete de História, Arqueologia e Património (ASCR-CQ).

O espólio arqueológico recolhido aproxima-se dos 18 mil objetos e é constituído por fragmentos de cerâmica, quer de louça doméstica quer material cerâmico de construção de tipo romano.

Foram ainda exumados numerosos fragmentos de peças emde vidro, de cronologia tardo-romana, mais de meia centena de objetos metálicos, de bronze e ferro, e dezenas de artefactos de pedra, incluindo sobretudo pesos em xisto.

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Fragmentos de louça tardo-romana importada do Mediterrâneo e vidros da mesma época testemunham os contactos comerciais com o Castelo de Crestuma.
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Em contrapartida, os numerosos pesos em pedra, de várias formas e dimensões, podiam ter sido utilizados em redes de pesca.
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A elevação conhecida como Castelo é um esporão rochoso de xisto, com a altitude máxima de cerca de 57 metros, caindo quase abrupto sobre a margem do Douro e ladeado pelos areais de Favaios, a Poente, e pelo Esteiro, a Nascente, onde está instalado o Clube Náutico de Crestuma.
Nos muros de suporte dos socalcos vêem-se numerosas pedras aparelhadas, de granito, matéria-prima estranha ao local e que foi reaproveitada de construções antigas.
Por toda a elevação, do topo até à cota do rio, são numerosos os entalhes, aplanamentos e “buracos
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de poste”, indiciando também a existência de estruturas desaparecidas.
Fragmentos de cerâmica antiga, tanto de louça doméstica como de telha, surgem à superfície do solo, quer no morro do Castelo quer no areal de Favaios, documentando também a ocupação do sítio em tempos remotos, aliás testemunhada por achados antigos nas proximidades, que indiciam a existência de uma necrópole romana.
As escavações arqueológicas, iniciadas em 2010, incidiram em dois setores: no topo do monte, junto à casa da eira, e no areal de Favaios. No alto do cabeço
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identificaram-se restos de muretes e mais de uma centena de entalhes na rocha natural, que serviram quer para assentamento de muros de construções de pedra quer para implantação de eventuais estruturas de madeira; no sopé detetaram-se níveis de aterro antigos com abundante espólio arqueológico, não se tendo ainda chegado à cota das construções originais, sugeridas por diversos silhares de grandes dimensões que de ali foram desenterrados quando há anos se realizaram os trabalhos de instalação do gasoduto. A análise dos objetos e estruturas encontrados permite propor
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que este local foi intensamente ocupado entre os séculos IV e VII da nossa era, ou seja, entre os finais do Império Romano e os começos da Idade Média, podendo ter existido na área de Favaios instalações portuárias ou de atracagem, a par de uma estrutura fortificada, no topo do Castelo, para defesa desse porto.
A continuação das intervenções previstas para este importante sítio arqueológico do concelho de Vila Nova de Gaia não deixará por certo de revelar novos e surpreendentes dados para o conhecimento da história antiga do Baixo Douro.

 

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