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Novidades de fauna e flora

 

 

 

 

 

 

As vocalizações das colónias de garças são uma orquestra que se impõe, após o primeiro painel explicativo.

Meia dúzia de passos e logo a seguir às lontras tem oportunidade de ver três espécies diferentes de garça: garça-boieira, garça-branca-pequena e goraz ou garça-noturna.
Estas aves fizeram ninho sobretudo no tempo quente e as crias já se encontram com a respetiva plumagem de juvenil misturadas com os adultos.
As aves adultas são fáceis de distinguir: as garças-boieiras, brancas, têm um bico amarelo; a outra espécie parecida tem bico escuro, é um pouco maior; a garça-noturna não é branca.

Ali perto pode ver o grou-europeu, espécie do património natural lusitano.

Muitos animais selvagens aproveitam os bosques e campos do Parque Biológico como refúgio para a sua sobrevivência no estado selvagem.
Alguns são fáceis de ver durante o percurso, como os coelhos-bravos ou os esquilos e inúmeras aves, nomeadamente os chapins-carvoeiros e reais, os tentilhões, carriças, tordos, toutinegras, rabirruivos, pegas-rabudas e muitas outras aves selvagens. Ao ouvi-las cantar percebe-se uma pulsão territorial.

Outros animais vêem-se se o visitante for discreto. É o caso dos esquilos-europeus, cujos vestígios são frequentes. Uma pinha roída denuncia-os, assim como as caixas-ninho cuja abertura mostra a marca da força dos seus dentes. Há ainda outros animais que são realmente difíceis de observar, como a gineta e a doninha ou o gavião e o açor.

É que passear no Parque não se restringe a observar animais em cativeiro, irrecuperáveis para libertação na natureza, porém úteis para educação ambiental.

Os visitantes podem desenvolver os seus sentidos ao longo do caminho. Observar o ritmo sazonal de árvores como o carvalho-alvarinho, os sabugueiros ou as aveleiras, e as diferenças dos catapereiros e dos sanguinhos.
Pode chamar pelo nome esta vegetação lendo as placas que encontra ao longo do percurso de descoberta. Claro que quando têm folhas é sempre mais fácil.

Nas águas do rio Febros nadam cardumes de ruivaco, Achondrostoma oligolepis.
Esta espécie de peixe só existe praticamente no Noroeste da Península Ibérica e é tão importante como outras espécies raras de um qualquer recanto de África.
Em matéria de fauna piscícola, só o góbio, Gobio lozanoi, lhe bate o pé em termos populacionais.
As enguias estão por ali, mas não se mostram nem ao melhor intencionado dos visitantes. Esta última espécie, segundo as notícias, teve uma quebra de população na Inglaterra de 95% na última década...

Os guarda-rios, Alcedo atthis, aves especialmente atrativas, vêem-se nos lagos junto às pontes que atravessam o rio Febros no percurso de descoberta da natureza.

Se apurar a vista no comedouro para aves selvagens da Quinta do Chasco e noutras áreas do Parque: observam-se ali esquilos frequentemente, todo o ano.

Até 2010, Ano Internacional de Biodiversidade, foram anotadas mais de 2000 espécies de fauna e flora em estado selvagem, todas elas observadas no concelho de Vila Nova de Gaia.



Vídeo: Sapo TV Lontra-europeia Grou-europeu Cogumelo
     

 

 

 


Parque Biológico de Gaia

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